9ª Expo Brasil defende ampliação de debate com beneficiários de políticas públicas

Rio de Janeiro – Respeito à cultura local para a aplicação de metodologias adequadas para o desenvolvimento. Esta foi a síntese dos discursos de abertura da 9ª Expo Brasil Desenvolvimento Local, que começou nesta quarta-feira (1º) no Centro de Convenções Sul América, no Rio de Janeiro. O evento, que conta com o apoio do Sebrae, tem a proposta de debater e conferir visibilidade às iniciativas de redes sociais que trabalham pela transformação e melhoramento da qualidade de vida a partir de iniciativa locais.
Um dos exemplos mais contundentes desta postura, em que o beneficiário tem que ser cada vez mais ouvido e incluído no processo, foi dado pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico Solidário do Rio, Marcelo Costa, que falou sobre os recentes conflitos e a ocupação do Complexo do Alemão, conjunto de favelas cariocas até então dominado pelos narcotraficantes.
“O que todo mundo se pergunta agora é o que pode acontecer depois da ocupação militar? Todos estamos atentos a esta questão. Bem além dos projetos sociais, trabalhamos na aplicação de uma metodologia que respeite a cultura dos moradores, para que eles sejam protagonistas da sua própria trajetória”, afirmou Costa, ressaltando que o Sebrae tem sido um parceiro importante nos projetos de economia solidária.
Para o representante da instituição, Juarez de Paula, gerente nacional de Desenvolvimento Local do Sebrae, ampliar, aprofundar e melhorar as políticas públicas são o grande desafio do próximo governo para erradicar a pobreza. “O desenvolvimento local, a economia solidária e as tecnologias sociais tem se mostrado movimentos sociais inovadores e não institucionalizados. E a construção de iniciativas que levem em conta a diversidade de propostas e opiniões, bem representadas neste evento, são importantes na construção de um modelo ainda mais inclusivo e sustentável”, destacou o gerente do Sebrae.
Representantes da Petrobras, bancos do Brasil e do Nordeste, representantes de organizações como o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), que também participaram da mesa de aberturam apoiaram esta postura.
“Este evento é a força da mobilização dos territórios. Ela expressa a importância dos movimentos que já existem, não foram inventados. A integração pode acelerar o desenvolvimento, que não se limita ao crescimento econômico e inclui o aumento da qualidade de vida”, sintetizou o coordenador da Expo Brasil, Caio Silveira.
Palestras, debates, oficinas e feira de projetos são algumas das atividades previstas até sexta-feira (3), para os mais de dois mil representantes de todas as regiões do País. Na pauta, temas como economia verde, microempresas, juventude e periferia.
Regina Mamede, da Agência Sebrae de Notícias

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