A beleza e a força da natureza traduzidas em arte: ArteTaba, do Amazonas se expande com o apoio da Unisol Brasil

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Artesãos da ArteTaba e Ivo Pons (de barba) presidente da Design Possível


A Amazônia é uma região deslumbrante, tanto por sua rica biodiversidade quanto pela sua dimensão. É cheia de histórias de sobrevivência de pessoas que mesmo bastante isoladas dos grandes centros se unem para ter uma melhor condição de vida. Assim é a Associação dos Artesãos de Tabatinga (ArteTaba). Fundada em 2005, na cidade de Tabatinga, a oeste do estado e na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, a ArteTaba reúne 216 artesãos locais que trabalham com materiais advindos da floresta Amazônica, sob a gestão da presidente Maria Melo dos Santos.
Aplicando a técnica extrativista e respeitando a natureza, os artesãos utilizam sementes, cascas de árvores, madeira, barro, fibras, pigmentação natural e demais materiais retirados da vegetação, para a produção de bijuterias e de acessórios em geral. Seguindo os conceitos da Economia Solidária, a Associação tem como principal missão fomentar a geração de renda e melhores condições de vida para os seus associados, por meio de parcerias que promovem consultorias técnicas, capacitações, apoio à comercialização e conscientização para a conservação da floresta.
Desta forma, a Unisol Brasil, por meio do trabalho da assessora técnica Terezinha Barbosa, residente local, recomendou para a ArteTaba avançar na sua profissionalização. Assim, a Unisol fez um diagnóstico e apresentou aos artesãos a Design Possível, de São Paulo, que realiza um trabalho de design social, ou seja, de design voltado para comunidades, cooperativas e projetos sociais, trabalhando de forma colaborativa e instrumentalizando os artesãos e cooperados com técnicas e métodos do design, tanto para desenvolvimento de produtos quanto para o de serviços.
Esta aproximação teve início em setembro de 2014 e a previsão é que dure até dezembro deste ano. Segundo Isadora Candian, assessora comercial da empresa, “até o momento, foi realizada uma visita de diagnóstico na ArteTaba, que mostrou os potenciais e técnicas que os artesãos dominam, mas também as principais dificuldades, que são informações muito importantes para darmos continuidade ao projeto e garantir que o arranjo produtivo seja montado e implementando”. Maria Melo saudou o início da parceria: “Sabemos que temos muito potencial criativo e comprometimento por parte dos artesãos, e esta consultoria irá fortalecer o que temos de melhor e corrigir as nossas dificuldades”, avalia.
Nesse projeto, a Design Possível tem como objetivo viabilizar economicamente a Associação de Artesão de Tabatinga, criando oportunidades de negócios e também criando arranjos produtivos locais, regionais e nacionais. Está prevista a construção do plano de negócios do empreendimento, a criação de uma linha de produtos e/ou serviços, por meio de um processo colaborativo e participativo do empreendimento. Este plano tem como base a tecnologia social “Possíveis Empreendedores”, de forma que o empreendimento possa, no futuro, conseguir desenvolver seus próprios produtos e serviços, e seja não só parte do processo, mas também protagonista.
As perspectivas de mercado para os produtos e/ou serviços da ArteTaba são diversas, pois no Brasil só cresce o interesse por produtos artesanais e sustentáveis. Segundo a consultoria Euromonitor, em pesquisa de 2013, se observa que tal comportamento não é uma exclusividade de pessoas que vivem nos países desenvolvidos. Os moradores de países emergentes, entre eles, o Brasil, também vêm cada vez mais incorporado práticas “verdes” e há um valor social ligado ao consumo de produtos e marca das que adotam práticas de negócios éticas e sustentáveis, informa longa matéria da BBC sobre o assunto.
A consultoria está criando condições para o mercado nacional poder conhecer as biojóias, os produtos de iluminação, os revestimentos, os artigos de decoração, moda e acessórios deste empreendimento solidário. “Mais que ampliar a nossa visibilidade no Brasil, queremos que os nossos produtos e serviços sejam reconhecidos pelo trabalho que respeita a natureza e inclui a comunidade”, ressalta Maria Melo, cheia de expectativa.

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