Algodão colorido atrai empreendimentos

Matéria-prime exige menos água porque não precisa passar por tingimento

Matéria-prima exige menos água porque não precisa passar por tingimento


O algodão colorido tem atraído cada vez mais a atenção do setor têxtil. Coopnatural, da Paraíba, e Cooperativa Central Justa Trama, do Rio Grande do Sul, são dois exemplos de empreendimentos afiliados à Unisol que trabalham com esse tipo de produto.
A principal vantagem dessa variedade de algodão é o fato de exigir 90% menos água na industrialização, em comparação com o convencional, pois não precisa passar pelo processo de tingimento. A polpa colorida permite ainda o cultivo orgânico, o que ajuda a aumentar o valor agregado do produto no mercado.
A Coopnatural, da cidade de Campina Grande (PB), foi um dos primeiros empreendimentos do País a utilizar o algodão colorido em sua linha de produtos. O que surgiu como uma maneira de diferenciar as roupas produzidas pela cooperativa hoje é a marca do negócio, que já exportou suas peças para países como Coreia do Sul, Austrália, Suécia e Estados Unidos.
Já a Justa Trama, cooperativa que reúne sob uma mesma marca empreendimentos dos ramos de plantio de algodão, artesanato, tecelagem e confecção em todo o País iniciou, em 2010, negociações com a Apoms (Associação de Produtores Orgânicos de Mato Grosso do Sul) para o plantio do tipo colorido.
“Fizemos um estudo de mercado e notamos que o algodão colorido é muito valorizado pelo setor de brindes corporativos, pela questão ambiental”, explica Nelsa Nespolo, presidente da Justa Trama.

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