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Com apoio do Centro de Convivência, coletivo Tem Sentimento se regulariza para ajudar população de rua na Luz

Entregar marmitex, kits de higiene, máscaras e cestas básicas para a população de rua: esta tem sido a tônica do trabalho do coletivo Tem Sentimento no entorno da Luz, região central de São Paulo, nos últimos cinco anos. Formado em 2016 por mulheres cis e trans, a maior parte ex-moradoras de rua, o grupo teve sucesso em levantar fundos para essas atividades por meio da costura. Agora, com apoio da Unisol por meio do Centro de Convivência, o coletivo está formando uma associação com CNPJ e personalidade jurídica para buscar recursos junto aos setores público e privado da economia.
A coordenadora, Carmen Lopes, explica que a Tem Sentimento foi formada com cinco mulheres e hoje já conta com 20 participantes, todas participantes das atividades de acolhimento na Luz – bairro notório na capital paulista pelo grande número de moradores de rua, grande parte deles dependentes químicos. “Queríamos levar a essas pessoas ações de autocuidado, de preservação. Então, além de distribuir kits básicos de higiene e alimentação, levamos também terapia e organizamos, por exemplo, um jantar de Dia dos Namorados para elas”, diz Carmen.
As dificuldades de levantar recursos fizeram com que a Tem Sentimento estabelecesse uma dinâmica baseada na especialidade da maior parte: costurar roupas. Assim, além do cuidado com a população de rua, elas formaram um grupo de costureiras, cerzindo principalmente calcinhas para vender – e parte da quais também era doada para moradoras de rua. A costura deu condições de as participantes do coletivo terem trabalho e renda para continuarem suas atividades.
Agora o próximo passo é estabelecer-se oficialmente. A associação já elaborou um estatuto e está em processo de oficialização. Para isso conta com o apoio do Centro de Convivência da Unisol – que se encarrega justamente desta assessoria. “O objetivo do nosso trabalho é sempre dar condições para que os empreendimentos caminhe com as próprias pernas”, diz o presidente da Unisol, Léo Pinho. “Com a associação sendo uma pessoa jurídica oficial, temos condição de levantar recursos para os projetos da Tem Sentimento.”

Começou com um grupo de leitura; hoje está virando uma associação de ajuda a mulheres de rua ou encarceradas

O nome Fluxo Solidário é mais representativo do que parece. A palavra ‘fluxo’ fala de algo que se move em uma corrente constante, mas também remete à ideia de menstruação. Por isso batiza um coletivo que justamente monta e distribui kits de higiene para mulheres em situação de rua e para a população carcerária feminina da cidade de São Paulo. E que agora está se constituindo numa associação com o objetivo de levantar recursos para expandir esse trabalho.
Curiosamente, o Fluxo Solidário começou como um grupo de leitura feminista. “Nós líamos obras de mulheres e uma delas mostrava a situação terrível a que eram submetidas as mulheres na população carcerária brasileira”, diz a coordenadora do grupo, a advogada Vivi Mendes. Ela se refere à obra Mulheres que Menstruam: a Brutal Vida das Mulheres – Tratadas como Homens – nas Prisões Brasileiras, escrito pela jornalista Nana Queiroz.
Uma das coisas que o livro conta é sobre a dificuldade das mulheres encarceradas quando chega o período menstrual, e foi a partir desses relatos que o coletivo resolveu fazer, em 2020, uma vaquinha solidária na internet e conseguiu arrecadar R$ 40 mil. “Com esse valor compramos kits descartáveis e produtos de higiene para distribuir nos presídios”, diz Vivi.
Mas não apenas a população carcerária foi beneficiada. Os cerca de 600 kits chegaram ainda para mulheres em situação de rua, principalmente da região central da cidade de São Paulo, mas também para bairros das zonas norte e sul da capital paulista. Além de absorventes, parte deles tem calcinhas – de dois tipos, da comum e da de contenção de fluxo – e produtos de higiene pessoal, como pasta e escova de dentes.
Agora a Fluxo Solidário está elaborando um estatuto e criando uma associação que congregue suas 20 participantes em uma pessoa jurídica oficial. “Com o CNPJ, o coletivo pode buscar recursos previstos em editais de entidades privadas e públicas e também emendas parlamentares”, lembra o presidente da Unisol, Leo Pinho.

Cooperativa de Educação se reativa com amparo do Centro de Convivência da Unisol

Formada em 2014 em Itajaí (SC), a Cooperativa de Trabalho Educacional dos Amigos por um Mundo Melhor (Cooperamme) está contando com o Centro de Convivência da Unisol para retomar suas atividades de consultoria, planejamento e formação em Educação, agora em todo o Brasil. Trabalhando no sistema de economia solidária, a entidade conta com oito cooperados, todos com experiência em educação – há psicóloga, neuropsicóloga e jornalista, entre outras profissões –, para oferecer serviços para escolas das redes pública e privada.
A Cooperamme operou de maneira dinâmica até 2016. Nesse período de dois anos, chegou a elaborar o Plano Municipal de Educação de uma cidade (Camboriú, em Santa Catarina) e promover atividades de colônia de férias para crianças. Também trabalhou com a Apae e desenvolveu um programa de inclusão e participação escolar junto aos filhos de catadores de recicláveis da região de Itajaí.
As outras atividades profissionais dos cooperados, porém, foram esvaziando a agenda do empreendimento, e em 2020 os remanescentes reuniram-se para tentar fechar a Cooperamme. “Mas, sempre que mandávamos o pedido de encerramento para a junta comercial de Santa Catarina, ele voltava com uma nova exigência”, diz Márcia Bavaresco, professora universitária doutora em Educação e Psicologia da Educação.
Em 2020, como ocorreu com todo o Brasil, a crise financeira atingiu em cheio as instituições de ensino superior e, com isso, chegava a hora de reativar a cooperativa. “Depois que um contador regularizou a Cooperamme junto à Receita Federal, resolvemos nos filiar à Unisol, que está nos dando apoio com assessoria jurídica e ajudando-nos a cumprir as exigências da Junta Comercial. Hoje nos sentimos mais fortalecidos”, diz Márcia. A Unisol realiza esses serviços por meio de seu Centro de Convivência, criado em maio de 2021.
Hoje a Cooperamme está disponível para desenvolver projetos conforme a necessidade das escolas ou de coletivos de educação. Ela realiza trabalhos de planejamento, formação de professores, programas de atendimentos aos alunos e análise de currículos, entre outros, sempre adaptados conforme a realidade do local onde são desenvolvidos. Por isso os projetos são criados e desenvolvidos após muito diálogo. “São trabalhos de transformação da realidade, e nós sempre precisamos conhecer muito bem a realidade que vai ser transformada”, diz Márcia.
A Cooperamme agora tem um perfil no Instagram (https://www.instagram.com/amigoscooperamme) e atende por e-mail (cooperamme@gmail.com) ou por telefone. A sede administrativa do empreendimento fica na Rua Samuel Heusi, n.º 463 – Sala 411 – Box 91, Centro, cidade de Itajaí (SC), mas ela realiza trabalhos para todo o Brasil..


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A resposta classista ao desemprego estrutural e a informalidade colocou novamente em debate o controle operário da produção.
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