Mato Grosso faz novos movimentos em prol da Economia Solidária

Geraldo Lucio e Borges no SINTERP MS. Crédito: Geraldo Lucio.

Geraldo Lucio e Borges no SINTERP MT. Crédito: Geraldo Lucio.


Em 07 de agosto, Geraldo Lucio e Luciano Borges, da equipe da UNISOL Brasil e PRONATUR, estiveram em reunião de articulação com o Gilmar Bruneto, vulgo “Gauchinho”, diretor do Sindicato dos Servidores da Empaer – SINTERP – MT. A reunião ocorreu na sede do referido sindicato. O objetivo foi o de conhecerem melhor a proposta elaborada pelo SINTERP -MT para a realização da ‘Campanha de Incentivo ao Associativismo e Agricultura Familiar, contra o Êxodo do Jovem – Garantir a Sucessão na Agricultura Familiar’.
Na ocasião, o presidente do SINTERP – MT afirmou que ‘o Agricultor Familiar precisa ter renda em sua propriedades e o Cooperativismo e o Associativismo continuam sendo estratégias para se alcançar este resultado’. Na oportunidade o presidente do PRONATUR, Luciano Borges, fez uma breve apresentação do Projeto Rede Solidária que está sendo desenvolvido pela UNISOL Brasil e PRONATUR em três municípios do Território da Cidadania Baixada Cuiabana, em 06 empreendimentos solidários, sendo uma Cooperativa e 05 Associações.
Lúcio também comentou as outras atividades realizadas pela UNISOL Brasil neste Território, como a Base de Serviços e que a Rede vem de encontro com as propostas do SINTERP – MT. Propôs um parceria para que as atividades afins sejam potencializadas e otimizadas. Bruneto gostou da iniciativa e disse que embora o papel do Sindicato seja de defesa dos direitos e deveres dos extensionistas e pesquisadores da EMPAER, pode usar a sua experiência como técnico e articulador para contribuir com o sucesso da Rede.
Bruneto disse durante agosto o SINTERP – MT seria recebido pelo Secretário de Comunicação do Estado de Mato Grosso, onde iriam sugerir uma campanha focada no Associativismo, Cooperativismo, Agroindústrias de regime Familiar e Alimento Limpo.
Lúcio e Borges se colocaram à disposição para integrar a equipe da audiência, uma vez que a UNISOL Brasil e o PRONATUR, com o Projeto Rede Solidária – MT tem suas atividades baseadas nos empreendimentos solidários que são as Cooperativas, Associações e outras formas de grupos formalizados ou não.
Vejam abaixo a proposta, com abertura para sugestões, e a diretoria do SINTERP conta com a colaboração de todos interessados em Ecosol para o fechamento da mesma.
1.1 Título do projeto: CAMPANHA DE INCENTIVO AO ASSOCIATIVISMO E AGRICULTURA FAMILIAR CONTRA ÊXODO DE JOVEM – GARANTIR A SUCESSÃO NA AGRICULTURA FAMILIAR
1.2 Apesar da importância da agricultura familiar para o país, as políticas públicas adotadas ainda privilegiam os latifundiários (IBGE)
1.2 Nome da entidade: SINTERP-MT
1. 3 Autor do projeto: Diretoria do Sinterp-MT
1.4 Fone: (65 ) 33643462
2 JUSTIFICATIVA:
O Sindicato dos Trabalhadores da Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Pública (Sinterp-MT) por meio de sua diretoria propõe ao Governo do Estado realização de campanha focada no associativismo (cooperativas, condomínios, grupos de produtores), agroindústrias, de regime familiar e produção de alimentos limpos.
Considerando que a zona rural geralmente é desprovida de escolas, centros, entre outras entidades educacionais que atendam jovens e demais estudantes interessados em continuar estudos, capacitação, é de extrema importância que o governo incentive instituições a levar aos polos regionais o conhecimento técnico-científico. Essa medida poderá contribuir para que o jovem possa estudar e residir na mesma localidade ou região, incentivando a ajuda mútua da agricultura familiar, para fortalecimento da econômica local e redução do êxodo rural do jovem.
De acordo com dados do Censo (IBGE), em 2000, o Brasil contava com 6.134.639 de jovens no campo, o que representava 18% do total do número de pessoas residentes no meio rural. Porém, o último Censo, o de 2010, registrou 5.493.845 de pessoas nas mesmas localidades e na mesma faixa etária, entre 15 e 24 anos, o equivalente a 16% da população total de jovens do país.
Nos últimos anos, o IBGE constatou diminuição do total de habitantes no meio rural, com taxa negativa de crescimento populacional detectada pelos últimos censos. No período de 1991 a 2000, a taxa foi negativa em 1,3% ao ano. Já no período 2000 a 2010 a taxa continuou negativa, mas com uma queda menor, de 0,65%.
3. OBJETIVO(S):
Incentivar a realização de cursos, treinamentos, seminários, congressos, workshops, entre outras oportunidades de intercâmbio de conhecimentos e informações. Com isso, haverá maior interesse pelos estudos, geração de emprego e renda para a fixação dos filhos de produtores no campo e garantir a sucessão da agricultura familiar. Incentivar o associativismo com frequentes capacitações de profissionais para fortalecimento da agricultura familiar e produção de alimento limpo, cujo plantio não seja nocivo ao meio ambiente e à saúde humana. Incentivar a implantação de indústrias para equipar a agricultura familiar, redução do trabalho penoso (braçal).
Agricultura Familiar
A campanha ajudará a traçar novas alternativas de fixação do jovem no campo, levando em conta os dados do censo sobre a questão, pois em 2006, o IBGE realizou o Censo Agropecuário Brasileiro. Nele, verificou-se a força e a importância da agricultura familiar para a produção de alimentos no país.
Aproximadamente 84,4% dos estabelecimentos agropecuários do país são da agricultura familiar. Em termos absolutos, são 4,36 milhões de estabelecimentos agropecuários. Entretanto, a área ocupada pela agricultura familiar era de apenas 80,25 milhões de hectares, o que corresponde a 24,3% da área total ocupada por estabelecimentos rurais.
Outro dado interessante é que dos 80,25 milhões de hectares de área da agricultura familiar, 45,0% destinavam-se às pastagens; 28,0% eram compostos de matas, florestas ou sistemas agroflorestais; e 22% de lavouras. Segundo o IBGE, a agricultura familiar era responsável por grande parte da produção de alimentos no país.
Apesar da importância da agricultura familiar para o país, as políticas públicas adotadas ainda privilegiam os latifundiários. Como exemplo, cita-se o plano de safra 2011/2012, em que R$ 107 bilhões foram destinados à agricultura empresarial enquanto que apenas R$ 16 bilhões foram destinados aos produtores familiares. Contudo, a agricultura familiar gera, em média, 38% da receita dos estabelecimentos agropecuários do país e emprega aproximadamente 74% dos trabalhadores agropecuários do país.
4. PÚBLICO BENEFICIADO:
Agricultores familiares
5. DESCRIÇÃO DA AÇÃO OU METODOLOGIA:
Realização de campanha educativa no Estado. Workshops sobre negócios agropecuários com palestrantes jovens que sucedem os pais na agricultura familiar.
6. IMPACTO:
Intercâmbio de informações, conhecimentos, geração de emprego e renda, com incremento da economia rural em todos os aspectos, o que refletirá imediatamente no comércio local, promovendo melhorias na saúde pública, educação, transporte e outros. A partir do momento que houver incentivo para ação mútua, muitos jovens desistirão do êxodo rural, que é uma das maiores ações prejudiciais ao campo e a sucessão dos negócios de famílias de agricultores, pois os filhos vão para os grandes centros urbanos em busca de estudos e de novas oportunidades e, muitas vezes, não retornam para o interior.
Fontes: Geraldo Lucio e SINTERP-MT

Publicar um comentário

SIGA A GENTE NO INSTAGRAM