Mel do Brasil para o mundo

Sitonho, da Casa Apis, ao lado de modernas máquinas para processamento do mel

Sitonho, da Casa Apis, ao lado de modernas máquinas para processamento do mel


O mercado externo tem sido o principal destino do mel produzido no Brasil. Segundo o diretor da cooperativa Casa Apis, Antonio Leopoldino Dantas Filho, mais conhecido pelo apelido de Sitonho, em torno de 70% da produção segue para outros países.
“Exportamos o mel estocado em tambores. No Brasil, as vendas são feitas fracionadas, em embalagens pequenas, prontas para serem colocadas nas gôndolas dos supermercados”, explica Sitonho, lembrando que a cooperativa abastece todas as unidades do hipermercado Wal Mart nas regiões Sudeste e Nordeste.
Uma das razões para a boa aceitação do mel brasileiro está na tecnologia empregada na produção. A Casa Apis, por exemplo, possui 42 mil colmeias e 37 unidades de extração e processamento espalhados pelo estado do Piauí. Cerca de 950 famílias cooperadas contribuem para o sucesso do empreendimento, que possui certificação de produto orgânico e equipamentos modernos.
Segundo Sitonho, de 2011 para 2012 o consumo de mel na Europa aumentou 320%, gerando impacto positivo na apicultura nacional. Não por acaso, em 2011, a Casa Apis, sozinha, colocou no mercado 705 toneladas do produto. “Isso porque nosso capital de giro é pequeno. Se fosse maior, poderíamos chegar facilmente a 2 mil toneladas”, afirma.
Tipos – Uma curiosidade na apicultura é que o mel produzido é divido em tipos e subtipos conforme sua densidade e coloração. A umidade máxima, medida com equipamentos especiais tem de ser, no máximo, de 18%. Quanto mais claro for o mel, mais valor ele tem no mercado.
“O mel white é o mais claro e chega a atingir US$ 3,80 o quilo. O extra white âmbar é o segundo mais valorizado e pode ser comercializado até a US$ 3,50, seguido do âmbar cujo preço é de no máximo US$ 3,30”.

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