Ministério da Justiça libera R$ 8 milhões para a economia solidária em favelas do Rio

O secretário executivo do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, Ronaldo Teixeira, anunciou nesta quinta-feira (2), a liberação de cerca de R$ 8 milhões para investimentos em Economia Solidária em quatro favelas do Rio de Janeiro: Complexo do Alemão, Complexo de Manguinhos, Cidade de Deus e Santa Marta.
O anúncio foi feito na 9ª Expo Brasil Desenvolvimento Local, que ocorre no Rio de Janeiro com o apoio do Sebrae, durante o lançamento do Projeto Rio Ecosol, que visa a promoção do desenvolvimento dessas quatro comunidades por meio da Economia Solidária.
Teixeira destacou a importância do projeto, que vai promover a segurança para além da repressão, promovendo a prevenção por meio de ações sociais e na área econômica. O objetivo é desenvolver a economia local identificando pequenos empreendedores e capacitando-os para o desenvolvimento de seus negócios.
Ronaldo Teixeira citou o caso da retomada, pelo estado, da favela da Vila Cruzeiro, no bairro da Penha, Zona Norte do Rio, lembrando que esse é apenas o início do processo de pacificação. O desafio, agora, está em cristalizar essa pacificação e o entendimento é de que a economia solidária é a solução. “A economia solidária representa a segunda parte desse processo, com possibilidades concretas de consolidação de paz”, afirmou.
Representantes das comunidades envolvidas também destacaram a importância do Projeto Ecosol e, principalmente, a necessidade de ouvir a comunidade no processo. “Todo projeto tem que ter fomento e tem que estar ligado a gestores locais para ter continuidade”, disse Iara Oliveira, da Cidade de Deus. “Assim o projeto deixa semente e abre novas frentes para a continuidade de políticas públicas nos territórios de favela”, afirmou Itamar Silva, da comunidade do Morro Santa Marta.
O projeto Ecosol é desenvolvido pela prefeitura do Rio de janeiro, em parceria com a Secretaria Nacional de Economia Solidária e com o Ministério da Justiça, além das comunidades envolvidas. Conforme o secretário de Desenvolvimento Econômico e Solidário da Cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Costa, ele envolve diversas atividades de incentivo à economia solidária. O projeto tem duração de um ano com perspectivas de continuidade. “Vamos lutar para que seja uma política pública permanente, pois economia solidária não é algo de momento”, disse.
As primeiras ações começaram há uma semana, com a criação dos Pontos Solidários nas quatro comunidades envolvidas. Trata-se dos locais que centralizarão as ações a serem desenvolvidas nas comunidades e que vão desde a pesquisa sobre as atividades desenvolvidas até a formação de empreendedores, além de ações de fomento ao microcrédito para esses empreendedores.
Marcelo Costa anunciou para o início de 2011 a criação de um banco solidário na Cidade de Deus, seguindo o modelo do Banco de Palmas, desenvolvido com sucesso em Fortaleza (CE), na Comunidade do Conjunto Palmeira. Trata-se de banco com moeda própria de circulação local. O objetivo é fomentar a economia local.
Fonte: Agência Sebrae

Publicar um comentário

SIGA A GENTE NO INSTAGRAM