Pesquisadores e gestores debatem os mecanismos de participação social na América Latina

Gilberto Carvalho
Durante dois dias, pesquisadores e representantes governamentais e de movimentos sociais de dez países da América Latina debateram sobre as Experiências Democráticas e os Mecanismos de Participação Social na América Latina: Desafios e Perspectivas, em Brasília (DF). O seminário serviu para discutir e avaliar criticamente as experiências de participação social desenvolvidas em diferentes regimes democráticos. Eles analisaram os impactos, os limites, os avanços e tentaram identificar os desafios a serem superados.
“A participação não pode ser eventual, tem que ser permanente, tem que estar assegurada em regulamentos que assegurem a sua existência independentemente de quem esteja no governo”, defendeu o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Ele lembrou que é preciso haver convivência entre a democracia participativa e a democracia representativa e que só o fato de o governo colocar a participação social no centro das decisões provocou reações duríssimas das elites. E completou: “Espero que os avanços democráticos e participativos fiquem como legados efetivos de nossos governos populares”.
O diretor de projetos da Fundação Friedrich Ebert, instituição organizadora do evento, Jean Tible disse que o seminário serviu para pensar e reforçar os mecanismos de participação existentes. “Poucos não podem decidir em nome de muitos”, afirmou. O diretor do Departamento de Participação Social da SG-PR, Pedro Pontual, explicou que o seminário foi direcionado a um público pequeno para que houvesse “um debate aberto e franco”.
O sociólogo e educador peruano e costarriquense Oscar Jara, promotor da educação popular e perito em metodologias de sistematização de experiências educativas, fez uma avaliação realista das experiências de participação social nos países da América Latina a partir de 2000. O encontro debateu ainda a efetividade da participação social, os métodos e os instrumentos de democracia participativa e a institucionalização dos processos e mecanismos de participação social.
Fonte: SG-PR

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