Presidente da Unisol Brasil vai debater agrotóxicos na Câmara

O presidente da Unisol Brasil, Leo Pinho, foi convidado oficialmente pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para participar da Sessão da próxima segunda-feira, 16 de setembro, que será convertida em Comissão Geral a partir das 15h para debater a “utilização de agroquímicos”.

A Unisol compreende que o Brasil precisa implementar o Programa de Redução de Agrotóxicos (PNARA) para promover uma agricultura que garanta mais qualidade de vida para seus trabalhadores e trabalhadoras e produza alimentos mais saudáveis na mesa do povo brasileiro.

“O dinheiro e o lucro de poucos não podem estar acima da vida. Nós acreditamos que é possível produzir com sustentabilidade, respeito ao meio ambiente e à saúde das pessoas”, afirma Leo Pinho.

Os Agrotóxicos no Brasil

O Brasil é o líder do ranking mundial de consumo de agrotóxicos. O uso dos agrotóxicos está diretamente relacionado à atual política agrícola do país, adotada desde a década de 1960. Com o avanço do agronegócio, cresce um modelo de produção que concentra a terra e utiliza altas quantidades de venenos para garantir a produção de mercadorias em escala industrial para exportação. O campo passou por uma “modernização conservadora” que impulsionou o aumento da produção, no entanto de forma extremamente dependente do uso dos pacotes agroquímicos (adubos, sementes melhoradas e venenos). Assim, mais de um milhão de toneladas de venenos foram jogados nas lavouras somente em 2010, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola

De acordo com o Sindiveg, em 2014 foram comercializados 12,2 bilhões de dólares em agrotóxicos, sem contar com um contrabando estimado pela mesma entidade em 20% do total. Todo este mercado estava concentrado em apenas seis grandes empresas transnacionais: Monsanto (EUA), Syngenta (Suíça), Bayer (Alemanha), Dupont (EUA), DowAgrosciens (EUA) e Basf (Alemanha). Atualmente, três fusões devem concentrar ainda mais o mercado: Dupont e Dow, ChemChina e Syngenta e Monsanto e Bayer. Nesse quadro, o Ministério da Saúde tem notificado nos últimos anos cerca de 5000 intoxicações agudas (reações que surgem logo após o contato com o veneno) por ano causadas por agrotóxicos. Não são computadas intoxicações crônicas, que surgem após anos de exposição a baixas doses.

Os ingredientes ativos presentes nos agrotóxicos podem causar esterilidade masculina, formação de cataratas, mutagenicidade, reações alérgicas, distúrbios neurológicos, respiratórios, cardíacos, pulmonares, no sistema imunológico e no sistema endócrino, ou seja, na produção de hormônios, desenvolvimento de câncer, dentre outros agravos à saúde. O uso de agrotóxicos está deixando de ser uma questão relacionada especificamente à produção agrícola e se transformando em um problema de saúde pública e preservação da natureza.

Você pode saber muito mais sobre este tema no site da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida:

www.contraosagrotoxicos.org

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