Projeto transformará prédio comercial em moradia para 120 famílias

Adelcke Rosseto Neto, arquiteto urbanista da Integra

Adelcke Rosseto Neto, arquiteto urbanista da Integra


A Integra, cooperativa de São Paulo especializada em engenharia, arquitetura e planejamento urbano, está perto de fechar contrato com a Caixa Econômica Federal para obter recursos que serão usados na transformação de um prédio comercial, no Centro da capital paulista, em edifício residencial. O projeto prevê 120 unidades habitacionais de interesse social, ou seja, para famílias com renda de até R$ 1,6 mil, todas ligadas ao movimento de moradia ULC (Unificação das Lutas de Cortiços).
O imóvel, localizado na Av. Ipiranga, é patrimônio da União e o financiamento será feito por meio da modalidade voltada a entidades sociais do programa Minha Casa Minha Vida. Pelas regras, nesta faixa de renda só é permitido comprometer até 5% dos ganhos da família. Por conta disso, as famílias beneficiadas pagarão prestações de, no máximo R$ 80, durante 120 meses.
“São famílias pertencentes à faixa 1 de financiamento do Minha Casa Minha Vida. Somente entidades sociais tem acesso aos recursos, pois 90% do empreendimento é subsidiado pelo governo, ou seja, os moradores vão pagar apenas 10% do custo da obra. Sem ajuda essas pessoas não teriam a mínima condição de adquirir um imóvel”, explica o arquiteto urbanista da Integra, Adelcke Rosseto Neto.
O projeto foi iniciado em 2010. Um trabalho difícil, pois envolve negociações com o patrimônio da União, Caixa Econômica Federal, além de conseguir todas as autorizações legais da Prefeitura. O orçamento final da obra foi negociado no finalzinho de 2013 e, em fevereiro, Integra e ULC devem assinar o contrato de financiamento. Feito isso, a obra começa quase que imediatamente (é preciso alguns dias para contratar mão de obra) e sua conclusão está programada para acontecer no prazo de 18 meses. Cada unidade habitacional receberá R$ 76 mil de recursos do Minha Casa Minha Vida e outros R$ 18 mil de aporte do governo do Estado.
Os apartamentos populares contarão com área de convivência, haverá adaptações para facilitar a mobilidade de portadores de deficiência física e aquecedores a gás para reduzir o consumo de energia elétrica.

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