Rede Terra e o trabalho com as mulheres do coco

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Região Centro-Oeste destaca a atuação da Rede Terra. Aqui você poderá ler mais um pouco sobre as opiniões de Zizo Simion, coordenador desta Rede. A matéria também está na Revista Unisol Brasil que circula em maio de 2015.
Afiliada à Unisol Brasil, a Rede Terra foi criada por agricultores familiares e técnicos para ajudar a resolver problemas com a comercialização de parte da produção agrícola. Hoje beneficia cerca de 350 famílias dos municípios de Cristalina, Luziânia, Cidade Ocidental, Valparaíso de Goiás e Novo Gama, todos localizados em Goiás (GO) .
A região de Cristalina conta com a maior área irrigada da América Latina e tem o maior PIB (Produto Interno Bruto) agrícola do País. A distribuição de renda local, no entanto, é péssima, pois o dinheiro gerado não circula na cidade.
De acordo com o coordenador da Rede Terra, Luiz Carlos Simion, o Zizo, o início da Rede foi difícil.
Além da falta de recursos, havia o preconceito daqueles que viam as famílias empossadas como invasoras. Mas agora isso mudou porque os recursos gerados pela agricultura familiar circulam na região e beneficia o comércio local. “Isso fez a mentalidade das pessoas mudar”, explicou Zizo. Bastante organizada, a Rede Terra oferece às famílias cooperadas treinamento técnico. Ela também mantém uma agroindústria com capacidade de processar uma tonelada de alimentos por mês, o que contribui para agregar valor à produção.
Unisol Brasil – Na sua experiência na Economia Solidária, qual o papel ocupado e desempenhado pela mulher na região Centro-Oeste, nas cidades que a Rede Terra atua ?
Rede Terra – Não tenho condições de responder sobre o papel de uma mulher numa região tão grande territorialmente, tão diversa culturalmente e tão diferente no que se refere às populações urbanas, rurais, tradicionais e comunidades isoladas.
UB – Que avanços houveram na economia solidária no seu ponto de vista nos últimos cinco a dez anos em relação aos anos anteriores?
Rede Terra – Se eu for comparar os últimos cinco ou dez anos com os anteriores, estaremos falando de 20 anos de acúmulo de conteúdos e informações para realizar uma análise sobre avanços. Acredito que poucos centros de excelência no Brasil, como por exemplo a EMBRAPA, devem guardar indicadores comparativos que envolvam duas décadas de acúmulo. Somos uma cooperativa pequena e de agricultores familiares. O que teremos são dados e informações referentes aos nossos projetos comerciais.
UB – Dentro do cooperativismo, em especial na sua cidade, como você vê esta questão de gênero ? E de sustentabilidade ?
Rede Terra – Não tenho acúmulo intelectual para responder sobre questões de gênero. Apoiamos as iniciativas de equilíbrio de gênero. Todavia, é importante registrar que na vida real as boas intenções teóricas e acadêmicas se mostram frágeis e se perdem quando defrontadas com as realidades enfrentadas pelas mulheres.
Já sobre meu ponto de vista sobre a sustentabilidade, acredito que eu seja favorável. Tenho minhas dúvidas sobre a prostituição que este conceito esta sendo submetido. Estamos tratando de que dimensão deste conceito de sustentabilidade? A social, a econômica, a ambiental, a politica ou a cultural?
UB – Além da mulher, existem demandas dos segmentos LGBTT ? (ampliando a discussão de gênero).
Rede Terra – Nunca percebemos nenhuma demanda sobre esta temática dentro de nossa cooperativa.

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