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Unisol vai auxiliar cooperativas a obter recursos federais

Falta pouco para que a Cooarlas assine contrato de coleta seletiva com a Prefeitura gaúcha de Giruá
Falta pouco para que a Cooarlas assine contrato de coleta seletiva com a Prefeitura gaúcha de Giruá

O secretário de Resíduos Sólidos da Unisol Brasil, Clóvis Eduardo Aguiar da Silva, esteve reunido nesta sexta-feira (2/8) com representantes de nove cooperativas de reciclagem de Canoas (RS).
O objetivo do encontro foi dar início à formulação de projetos para a obtenção de recursos do projeto Cataforte 3. No último dia 31/7, o governo federal anunciou a liberação de R$ 200 milhões para o programa, voltado para o fortalecimento de cooperativas e associações de catadores de materiais recicláveis.
Segundo o secretário da Unisol, os recursos serão empregados na ampliação das cooperativas e no aumento da capacidade de processamento de materiais. “Está no projeto a construção de uma unidade de triagem de recicláveis. Futuramente, será possível até a comercialização conjunta desse material”, ressalta.
A terceira etapa do Cataforte tem como objetivo principal fortalecer, de modo sustentável, as redes de economia solidária no setor de reciclagem.

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Coleta seletiva: experiências bem sucedidas no Rio Grande do Sul

Evento em Canoas reuniu cerca de mil catadores
Evento em Canoas reuniu cerca de mil catadores

O Encontro Estadual de Catadores do Rio Grande do Sul, mais do que debater idéias, apresentar conceitos e servir para troca de experiências e informações, além de reunir em torno de mil catadores, contribuiu para mostrar a capacidade das cooperativas de prestarem serviços de coleta seletiva aos municípios e, dessa forma, gerar emprego, renda e arrecadação para os cofres públicos.
O evento aconteceu no dia 13 de junho, no Centro Esportivo São Luiz , em Canoas, município da região metropolitana de Porto Alegre, e contou com a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; do governador do Estado, Tarso Genro; do secretário da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sesampe), Maurício Dziedricki; e do secretário de Resíduos Sólidos da Unisol Brasil, Clóvis Eduardo Aguiar da Silva, entre outros.
O Secretário da Unisol Brasil ressaltou como extremamente positiva a apresentação das experiências de prefeituras que contratam cooperativas para realização de coleta seletiva. Entre elas, a do próprio município de Canoas que há alguns anos destinava corretamente apenas 1% dos resíduos sólidos da cidade e aumentou esse percentual para 10% na atualidade com o apoio dos catadores.
Para Clóvis Eduardo, é preciso agora trabalhar para inserir mais pessoas dentro da economia solidária e, dessa forma gerar mais empregos, renda e agregar valor à mão de obra e aos produtos oriundos da reciclagem de materiais. “Está claro que as cooperativas são capazes de atender as demandas dos municípios por este tipo de serviço”, comentou o secretário
Durante o Encontro Estadual de Catadores, o secretário da Unisol Brasil fez uma explanação sobre “Beneficiamento do Plástico Mole” que, somente na região do Vale dos Sinos, envolve cerca de 20 cooperativas de beneficiamento de plástico e emprega aproximadamente 600 catadores cooperativados.
Ele também citou como exemplo de cooperativa bem sucedida a Coopercicla, que atua na área de compostagem e atende oito municípios da região de Santa Cecília do Sul com a participação de cerca de 8 mil trabalhadores. Já a Sesampe, por meio do titular da pasta, informou que na cadeia produtiva do PET, o Estado conta com nove mil recicladores e 45 mil trabalhadores indiretos.

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Catadores de resíduos sólidos se reúnem em Canoas

A economia solidária se fortalece no Rio Grande do Sul. Os catadores de resíduos sólidos do Estado esperam dar prova desse avanço no encontro que realizarão em Canoas, no dia 13 de junho. Além de trocar experiências quanto aos êxitos do cooperativismo, eles vão debater as melhores formas de luta para obrigar os governos do Estado e dos municípios a respeitar a lei que garante prioridade de contratação aos cooperados e o combate à incineração de resíduos sólidos.
“Vivemos um momento ímpar. Temos de avançar em nossas conquistas no plano social, ambiental e econômico”, afirma Clóvis Eduardo Aguiar da Silva, coordenador geral da Cooarlas (Cooperativa de Trabalhadores e Amigas e Amigos Solidários), fundada em 1999.
O encontro ocorrerá no Centro de Esportes São Luiz, em Canoas. Vão se reunir no local os representantes de cooperativas além de autoridades de mais de cem municípios do Rio Grande do Sul e do Governo Federal. Aguiar da Silva frisa a importância de garantir a defesa da economia solidária, dos direitos dos catadores e da preservação do meio ambiente. Para tanto, ele aponta a necessidade de os governos respeitarem a lei de resíduos sólidos. A legislação garante a prioridade, em relação às empresas privadas, para a contratação sem licitação de catadores de cooperativas.
O coordenador da Cooarlas, que congrega 32 catadores de Canoas e 18 de Giruá, tem muito a comemorar. No último ano eles foram responsáveis pela coleta de entre 80 e 90 toneladas de resíduos sólidos como papel, papelão, metais e plásticos, vendidos em sua maioria para indústrias e aparistas de papel.
Mais: a renda mensal dos cooperados, em sua maioria ex-desempregados, mulheres chefes de família e sem-teto, cresceu em oito anos de R$ 100,00 para cerca de R$ 1 mil. “Nossa meta é fazer com que essa renda aumente 30% no próximo período”, afirma. Mas nem tudo são conquistas. Segundo o coordenador, ainda há muito a percorrer na luta contra a queima de resíduos sólidos como papel e plásticos. “Queremos que haja mais fiscalização por parte dos órgãos públicos em relação ao problema”, finalizou.