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Agricultura Familiar contrata 5,36 bi do Pronaf em 2 meses

Setor é responsável por mais de 4,3 milhões de unidades produtivas, que correspondem a 84% de estabelecimentos rurais do País
Nos dois primeiros meses da safra atual, agricultores familiares acessaram R$ 5,36 bilhões do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) – para aumento da produção e compra de máquinas e equipamentos a juros baixos. O valor representa 22% dos R$ 24,1 bilhões previstos no Plano Safra 2014/2015.
De 1º de julho a 31 de agosto deste ano foram realizados 395 mil contratos. No mesmo período do ano passado, foram contratados R$ 3,9 bilhões e firmados 364 mil contratos.
O estado com maior volume de contratação é o Rio Grande do Sul, com mais de 92 mil contratos, que representam R$ 1,75 bilhão. Isso é quase um terço do total (R$ 5,6 bilhões), incialmente, previsto para o estado.
Saiba mais
Até dezembro de 2013, o setor, respondia por 38% do Valor Bruto da Produção Agropecuária e por 74,4% da ocupação de pessoal no meio rural (cerca de 12,3 milhões de pessoas);
Houve um crescimento expressivo de 717% no volume de crédito contratado pela agricultura familiar. A título de comparação, o volume de crédito contratado pelo agronegócio aumentou 342% em igual período;
Foram um milhão de mulheres atendidas nos dez anos do Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural (PNDTR);
Até o final de 2013 foram instaladas 10 mil bibliotecas rurais do programa Arca das Letras implantadas em todo o País;
Do total investido nos dois primeiros meses da safra*:
– Foram fechados 160 mil contratos de financiamento para custeio da safra em um valor de R$ 2,9 bilhões;
– Para investimentos na propriedade, como compra de equipamentos ou mecanização de processos, o número de contratos é de 235 mil, que, somados, atingem o valor de R$ 2,4 bilhões;
– As mulheres bateram recorde. Elas financiaram até agora R$ 723,5 milhões e fecharam 106 mil contratos. Isso já é mais do que elas financiaram em toda a safra passada, quando foram fechados 91.784 contratos no valor de R$ 535 milhões;
* Os valores foram fornecidos pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações do Crédito Rural (Diorf), Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro (Derop), do Banco Central, que gerencia o Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (SICOR).
Fontes: MDA e ONU.

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Governo Federal libera R$ 24,1 bilhões para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2014/2015

Foto: MDA
Foto: MDA

O Plano Safra da Agricultura Familiar chega aos 12 anos com grandes avanços. Nesse período, foram incorporadas ao crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) seguros ao produtor, garantias de preço, inovação tecnológica das propriedades, entre outras ações. Nesta segunda-feira (26), o Governo Federal anuncia, no Palácio do Planalto, em Brasília, o Plano Safra para Agricultura Familiar 2014/2015 com novas medidas para alavancar ainda mais o setor, estratégico para o desenvolvimento econômico e social do País. Serão liberados R$ 24,1 bilhões para o novo plano.
Na safra 2002/2003, foram liberados 2,3 bilhões em crédito para a agricultura familiar. Para a safra 2013/2014, o governo liberou R$ 21 bilhões. Até abril, agricultoras e agricultores familiares do Brasil já tinham contratado R$ 18,7 bilhões.
“Passamos de 900 mil contratos de financiamento pelo Pronaf para mais de dois milhões na última safra. Este ano, 1,6 milhão de famílias já acessaram os recursos do programa”, explicou o secretário da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), Valter Bianchini.
Segundo ele, o avanço da renda da agricultura familiar está ligado às políticas públicas que favorecem o setor e à conjuntura de mercado. “O objetivo do conjunto de medidas é ampliar a produção e melhorar a qualidade de vida no campo. Contribuem para esse desenvolvimento, também, as políticas sociais que elevam a renda dos brasileiros e provocam um círculo virtuoso, demandando mais alimentos”, destaca.
Fonte: MDA

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Agricultura familiar movimenta R$ 84 milhões durante evento em SP

Foto: Rafael Carvalho/MDA

Aos 56 anos, Elias Souza está comprando o seu primeiro veículo. Um passo importante na melhoria da distribuição de seus produtos e da renda da família. A compra efetivada durante visita a 21ª Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação (Agrishow 2014), onde teve a oportunidade de se informar e enviar uma proposta de financiamento pelo Programa Mais Alimentos, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
Elias é um entre os milhares de agricultores familiares que aproveitaram o evento para conhecer e adquirir tecnologias adequadas para a produção em pequenas propriedades. Durante os cinco dias do evento, o Mais Alimentos foi responsável por aproximadamente R$ 84 milhões em propostas de financiamento enviadas. Aumento de cerca de 34% em relação ao mesmo período no ano passado, quando foram comercializados R$ 63 milhões.
Para o coordenador do programa, Marco Antônio Viana Leite, este é um indicativo importante para o setor. “A nossa participação este ano foi muito relevante para concretizar a presença da agricultura familiar na Agrishow, que é um dos destaques no cenário agrícola nacional. Tivemos uma participação expressiva, tanto em vendas quanto em número de visitantes”, pontua.
Diferença para o agricultor
Elias trabalha com a família em um sítio de aproximadamente dez hectares, no município de Serra Azul, interior de São Paulo, onde se dedica ao cultivo agroecológico de frutas e verduras. O primeiro contato dele com o Mais Alimentos foi no ano passado, quando conheceu o programa. Este ano, ele resolveu que estava na hora de comprar um utilitário para transportar a produção.
“Foi a melhor forma que encontrei de comprar um carro, que vai ser essencial para nos desenvolvermos. A gente até produz bastante, mas muito do nosso lucro acaba ficando na mão de atravessadores por não termos como entregar. Com o carro, quero trabalhar com distribuição de cestas orgânicas e formar uma clientela grande”, conta o agricultor. “Para nós é desenvolvimento, para o consumidor é a possibilidade de ter um produto sem agrotóxicos a um custo menor.”
Sobre o Mais Alimentos
O Programa Mais Alimentos é uma linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) que financia investimentos para a modernização da propriedade rural familiar.
A linha permite ao agricultor familiar investir em modernização e aquisição de máquinas e de novos equipamentos, correção e recuperação de solos, resfriadores de leite, melhoria genética, irrigação, implantação de pomares e estufas e armazenagem.
Fonte:
Ministério do Desenvolvimento Agrário

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Secretário destaca parceria entre MDA e instituições financeiras

A parceria do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) com as instituições financeiras contribui para o avanço do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O secretário Nacional de Agricultura Familiar do MDA, Valter Bianchini destacou essa cooperação, na última quarta-feira (16), na abertura do Seminário Sistema Nacional de Fomento e o Crédito do Desenvolvimento: Condições e Possibilidades.
O evento, realizado pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), teve o objetivo de tratar do financiamento, do desenvolvimento econômico e da atividade produtiva no País.
Bianchini também citou o Programa Terra Forte, que recebe projetos de agroindustrialização e comercialização voltados aos assentamentos da Reforma Agrária, bem como o Programa Ecoforte que promove a produção sustentável, a intensificação das práticas de manejo e de sistemas produtivos orgânicos de base agroecológica – como faz parte do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Brasil Agroecológico).
“O MDA tem compromisso com o desenvolvimento rural sustentável. Representamos um segmento onde nossas políticas públicas são voltadas para mais de quatro milhões de agricultores familiares em diferentes biomas do País, com diferenças de renda, acesso à terra e às políticas públicas. Nos esforçamos em atender e lutar sempre por uma inclusão cada vez maior”, disse o secretário.
“Em 2002, o Pronaf aplicou R$ 2,1 bilhões e, em 2013, aplicamos R$ 20,2 bilhões em mais de 2,2 milhões de contratos. O Programa está presente, por exemplo, em agriculturas mais consolidadas no Sul e no Sudeste, no microcrédito produtivo no Semiárido até o fortalecimento de cadeias do dendê, da seringueira e da castanha na região da Amazônia”, acrescentou Bianchini.
Estavam presentes na abertura do Seminário representantes do Bancoob; do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); do Departamento de Regulação do Banco Central; do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); e o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, Francisco Gaetani.
Fonte: MDA

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Agricultores familiares aplicam mais de R$ 16 bilhões em crédito na safra 2013/2014

Foto: Ascom MDA

Com mais de 1,5 milhão de contratos firmados e R$ 16,6 bilhões emprestados para agricultores familiares, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) bateu recorde, nos nove meses do ano agrícola 2013/2014. O valor aplicado de julho de 2013 a março de 2014 representa cerca de 80% do esperado para toda a safra e já ultrapassou, por exemplo, o total da safra 2011/2012 (R$ 15,2 bi).
“Temos um novo recorde e a tendência para o último trimestre é que se aproxime dos R$ 21 bilhões disponibilizados. Os dados demonstram aquecimento dos investimentos na agricultura familiar”, avalia o secretário da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), Valter Bianchini.
Dos R$ 16,6 bilhões, R$ 2,5 bilhões foram financiados por mulheres, ou seja, 16% do total. Nesses nove meses, as agricultoras fizeram aproximadamente 408 mil contratos, o que equivale a 27% das operações financiadas. O avanço das mulheres agricultoras atinge porcentagem recorde em comparação aos anos anteriores, segundo Bianchini.
Francisca Alessandra Araújo, 33 anos, do município de Milha, no Ceará, está entre essas agricultoras. Francisca fez contratos de custeio e de investimento para a produção de leite. A agricultora tomou R$ 94 mil pelo Pronaf, para a compra de 20 matrizes (vacas), de cerca e para melhoramentos na propriedade. “Vou começar a pagar em 2016 e vamos fazer o pagamento em 12 anos. Agora vamos aumentar nossa produção de leite e de queijo”, diz a agricultora que vive com o marido, Marco, 36 anos, e seus três filhos – de 12, oito e dois anos.
Investimento e custeio
Cerca de R$ 9 bilhões são para investimentos na produção, enquanto R$ 7,7 bilhões são para custeio. Do total de contratos, 979 mil foram de investimento e 535 mil foram para operações de custeio.
O Governo Federal aprovou um amplo processo de renegociação de dívidas do Pronaf, no valor de até R$ 10 mil. Bianchini acrescenta que, com isso, milhares de agricultores entrarão em situação de adimplência, o que tornará apto ao crédito um conjunto grande de agricultores.
Os valores contratados foram fornecidos pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e Controle de Operações do Crédito Rural (Diorf), do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural e do Proagro (Derop), do Banco Central, que gerencia o Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor).
Fonte: MDA

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Agricultores assentados poderão renegociar dívidas com crédito rural

Os agricultores familiares assentados que tenham o interesse de quitar ou renegociar dívidas com operações de crédito rural do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) contratadas até 31 de dezembro de 2010 tem até o dia 30 de junho para manifestar interesse.
A renegociação das dívidas será feita por meio de um convênio firmado na última quinta-feira, em Brasília, entre o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e o Banco do Brasil. O processo será feito pelo portal Sala da Cidadania.
O serviço, que começa a operar no dia 16 de abril, poderá ser acessado de qualquer computador com acesso à internet ou em unidades do Incra, sindicatos, cooperativas e prefeituras.
Quem liquidar a dívida receberá um desconto de 80% no valor total, com prazo de liquidação até 31 de dezembro. Os que escolherem a renegociação, o prazo de pagamento do débito será de até dez anos.
A estimativa é de que 76.295 famílias assentadas sejam beneficiadas com o acordo em 955 municípios brasileiros. O valor total da dívida chega a R$ 2,4 bilhões em 233 mil operações de crédito
Com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário

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Pronaf fecha 2013 com mais de R$ 20 bilhões em empréstimos a agricultores

agricultura familiar

Em 2013, o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) emprestou mais de R$ 20 bilhões em recursos para financiamento da produção rural. Esse montante é referente aos dois milhões de contratos de custeio e investimento firmado junto aos agricultores familiares, número 12,9% superior ao do mesmo período de 2012.

Os recursos, segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário, foram utilizados para o custeio da produção, melhoria da infraestrutura dos empreendimentos e na compra de maquinário agrícola, como tratores e implementos.
A evolução do Pronaf em 2013 significa um valor quase dez vezes maior ao que foi aplicado em 2002. Mostra o quanto o Programa evoluiu como política pública, apoiando a agricultura familiar, não só no valor expressivo de R$ 20 bilhões, mas também em relação ao número de contratos”, observa o secretário nacional da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), Valter Bianchini.
Dos mais de dois milhões de contratos de agricultores familiares, mais de um milhão se referem a microfinanciamentos, com valores médios de R$ 3 mil. Bem abaixo da média nacional, que é R$ 9 mil.
 
 
 
 

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Banco do Nordeste destina R$ 2,1 bilhões a agricultores nordestinos

Nordeste

O Banco do Nordeste planeja destinar neste ano R$ 2,1 bilhões para o apoio a agricultores de baixa renda atendidos pelo programa de microfinança rural Agroamigo.

A agricultura familiar é responsável pela produção dos principais alimentos consumidos pela população brasileira: 84 % da mandioca, 67 % do feijão; 54 % do leite; 49 % do milho, 40 % de aves e ovos e 58 % de suínos. No Nordeste, ela responde por 82,9 % da ocupação de mão de obra no campo.
“Atuamos em parceria com o Governo Federal, potencializando a ação junto a outros programas de governo. Além disso, bancarizamos os agricultores, por meio da abertura de contas correntes e disponibilização de cartão de débito”, Stélio Gama, diretor de Desenvolvimento Sustentável e Microfinanças da instituição financeira.
O Banco do Nordeste atende os agricultores familiares com financiamento de custeio e investimento, no âmbito do Pronaf. Os negócios são realizados em parceria com instituições públicas e privadas, que são responsáveis pela elaboração de projeto e pela prestação de orientação empresarial e técnica aos agricultores familiares.

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Agricultores familiares terão crédito de R$ 21 bilhões para a safra 2013/2014

Brasília – Os produtores da agricultura familiar terão R$ 21 bilhões para financiar a próxima safra. O valor, anunciado hoje (6) pelo governo com o Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014, é 16,6% maior que o destinado ao setor no ano passado, de R$ 18 bilhões. Segundo o governo, ao todo serão aplicados R$ 39 bilhões no conjunto de medidas para o setor.
O Plano Safra da Agricultura Familiar 2013/2014 foi lançado há pouco, no Palácio do Planalto, em cerimônia com a presidenta Dilma Rousseff e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas. O plano também comemora os dez anos de nascimento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que começou com recursos de R$ 5,4 bilhões de financiamento de safra.
O ministro Pepe Vargas ressaltou a prioridade que o governo federal vem dando ao setor. “Não temos a menor dúvida da importância da agricultura familiar para o desenvolvimento econômico e social do nosso país. Nesse plano safra queremos que os agricultores tenham mais capacidade de investimento, inovação e tecnologia”
Entre as novidades anunciadas para a próxima safra, está a ampliação do limite para enquadramento no Pronaf, permitindo que mais agricultores busquem o financiamento. A partir de agora, famílias que tiveram renda até R$ 360 mil no último ano poderão contratar o crédito. Para 2013/2014, o plano aumenta o limite de financiamento de custeio de R$ 80 mil para R$ 100 mil. A taxa de juros paga pelos agricultores, cujo teto era 4%, agora será até 3,5%.
Também está prevista elevação do limite da linha de investimento. A partir de julho deste ano, quando se inicia o preparo da safra 2013/2014, os produtores poderão contratar até R$ 150 mil por operação. Para a suinocultura, a avicultura e a fruticultura, consideradas atividades que necessitam de maior mobilização de recursos, o valor para o investimento será R$ 300 mil, e no caso de investimentos feitos em grupo, o valor será R$ 750 mil.
O plano destina, ainda, R$ 400 milhões ao Seguro da Agricultura Familiar (Seaf), mecanismo de prevenção disponibilizado aos produtores rurais que contratam financiamento de custeio e investimento do Pronaf e permite a cobertura da parcela do financiamento.
Também estão previstas inovações no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com a ampliação do limite de aquisição anual por família, que passou de R$ 4,5 mil para R$ 5,5 mil. No caso das famílias ligadas às cooperativas, o limite subiu de R$ 4,8 mil, na última safra, para 6,5 mil. Quando os projetos de venda forem formados por, pelo menos, 50% dos cooperados com baixa renda e quando os produtos forem exclusivamente orgânicos, agroecológicos ou da sociobiodiversidade, o limite por família passa a ser R$ 8 mil.
A cerimônia desta quinta-feira marcou os dez anos do plano voltado à agricultura familiar. Nesse período, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a renda do setor cresceu 52%, o que permitiu que mais de 3,7 milhões de pessoas ascendessem para a classe média. O segmento é responsável por 84% dos estabelecimentos rurais do País, por 33% do Produto Interno Bruto (PIB) Agropecuário e por empregar 74% da mão de obra no campo.

Fonte: Agência Brasil

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Cerca de 40 profissionais participam de Capacitação da Anda Brasil

A Anda Brasil promoveu no dia 20 de março, em Silva Jardim, uma capacitação sobre “Sustentabilidade, Gestão e Turismo”. Participou cerca de 40 profissionais que atuam nas áreas do Meio Ambiente, Turismo, Educação, Esportes, Cultura, Agricultura e Comunicação, das cidades de Itaboraí, São Gonçalo, Rio Claro, Angra dos Reis, Rio de Janeiro, Nova Friburgo, Paracambi, Niterói, Araruama, Silva Jardim, Cachoeiras de Macacu, Bicas (MG), entre outras.
Além dos palestrantes Ednei Bueno, de Curitiba/PR, articulador nacional da Rede Traf – Rede de Turismo Rural na Agricultura Familiar-; Geraldo Lucio, de Cuiabá / MT, da SedTur – Secretaria de Turismo do Estado do Mato Grosso; e Elisa Pettinati, representante da Cospe Brasil, estiveram presentes entre os convidados: Antonio Rossi Machado Bastos, conselheiro da Anda Brasil; Luis Paulo Ferraz, secretário executivo da Associação Mico Leão Dourado; e Vivian Nogueira, representando Luiz Carlos Moreira, do Ministério de Integração Nacional; de Silva Jardim participaram: Paulo Spíndola, secretário do Meio Ambiente; Maria Célia David da Cruz, secretária de Educação; Mansuel Mansur, secretario de Turismo; e Ricardo Oliveira, diretor da Secretaria de Agricultura.
Ayrton Violento, presidente da Anda Brasil, abriu o evento falando sobre o cenário atual e explicou que há muitos destinos que se vendem pelo fato de não ter energia elétrica e por isso a importância de se formatar um conceito de acordo com o que se pretende oferecer. Para ele, “a maior dificuldade, e que precisa ser superada, é a integração do setor econômico e o social. As pessoas fazem a diferença e é importante envolver a comunidade local”.  Ayrton apresentou um vídeo do Ministério do Desenvolvimento Agrário e falou sobre o IVV -Federação Internacional de Esportes Populares-, que atua com profissionais e consumidores envolvidos com o turismo responsável solidário, conceito este que vem crescendo significativamente no mundo. “O turista quer interagir com o produto local. O caminho do futuro é o mercado que interage com o turista”, ressaltou Violento.
A palestra do engenheiro agrônomo Ednei Bueno foi sobre as Caminhadas na Natureza no ambiente Traf. “O país é muito diverso e dessas riquezas nascem o turismo rural. Por isso a importância da articulação em rede; turismo é articulação. E entre os princípios do turismo rural na agricultura familiar está a valorização e o resgate do artesanato regional, a cultura da família do campo e os eventos típicos do meio rural, e estimular o desenvolvimento agro ecologia”, explicou. “O agricultor entra para o setor de turismo, mas continua sendo agricultor”, acrescentou, dizendo ainda sobre as unidades produtivas rurais e a ampliação, desde 2003, das bases de créditos para captação de recursos, como o Pronaf – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.
Geraldo Lucio, da Secretaria de Turismo do Estado do Mato Grosso, lembrou que há municípios com o Índice de Desenvolvimento Humano acima do normal em função do agronegócio e que as caminhadas que tem como objetivo a observação de paisagens, por exemplo, vem aumentando o interesse dos turistas.  Segundo Geraldo, há mais de 60 circuitos na região e a meta para este ano é chegar a 75, proporcionando não só  caminhadas na natureza, mas a realização de campeonatos de pesca esportiva (pesque e solte). Geraldo Lúcio tem um livro publicado “Turismo no meio rural de Mato Grosso”, que traz uma pesquisa detalhada sobre o tema. Interessados podem clicar aqui para ver mais informações.
Elisa Pettinati, de Florença, palestrou sobre Turismo Responsável e Cooperação Internacional com a Itália. Atualmente, Elisa encontra-se no Piauí, representado a Cospe no Brasil, uma associação privada e sem fins lucrativos, que desde a sua criação em 1983, atua no Hemisfério Sul, Itália e Europa para o diálogo intercultural, o desenvolvimento equitativo e sustentável, direitos humanos, paz e justiça entre os povos.
Para Elisa, a palavra chave é diversidade e a troca de experiências é fundamental para fortalecer o conceito de economia solidária, o consumo crítico e o comércio justo. Entre os trabalhos que contam com o apoio da Cospe está a Rede Sabor Natural do Sertão, que tem como objetivo valorizar o trabalho do pequeno produtor, A arte de ver cidades, desenvolvido em Salvador/BA, e campanhas para valorização da mulher, sempre levando em consideração a meta final que é conseguir implantar políticas públicas. A Cospe está agora empenhada na construção de mais de cem projetos em cerca de 30 países do mundo e por isso firmando parcerias com a Anda Brasil, Rede Traf e Unisol.
Para falar da Unisol Brasil, Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários, estiveram presentes os representantes Joel Calveira, agricultor de orgânicos que atua em Teresópolis; o engenheiro agrônomo Márcio Fernandez; e Marcos Rodrigo, do Banco Comunitário da Prefeitura de Niterói. “A Unisol é uma ferramenta de transformação, de mudança em momentos de crise, de recuperação da autoestima”, disse Joel. Já Márcio explicou que o foco está nos pequenos empreendimentos e por isso é feito um diagnóstico para apoiar com uma logística. “A Unisol Brasil dá as ferramentas”, lembrou. Sobre o Banco Comunitário, Marcos disse que uma das preocupações da cooperativa é com as finanças desses empreendedores, e por isso a assessoria, pois, por mais que se tenha uma política nacional, cada um deve cuidar do seu negócio, embora abertos a discussões de projetos e ações políticas para estarem mais próximos dos gestores públicos, atuando em cadeias produtivas.
A capacitação também contou com Anderson Pim, que apresentou o EcoBooking, um programa de informações turísticas disponível on line. O almoço rural foi um atrativo à parte, assim como plantio de árvores ao final do evento, na Fazenda Santo Antônio dos Cordeiros, onde foi realizado o evento. Os participantes receberam material didático e certificado de participação.
Veja as fotos do evento abaixo:
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